Escola Itaú Cultural abre inscrições para o curso Entre a Caixa Preta e Cubo Branco – Panorama da cenografia e da expografia no Brasil

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Itaú Cultural

Entre 17 e 23 de fevereiro permanecem abertas as inscrições para o curso Entre a Caixa Preta e Cubo Branco – Panorama da cenografia e da expografia no Brasil, realizado pelo Núcleo de Produção e Infraestrutura do Itaú Cultural.Elas devem ser feitas diretamente no endereço escola.itaucultural.org.br. Se tratando de um curso livre, não é necessária formação anterior. Podem se inscrever aquelesque, independentemente de sua área, desejem iniciar os estudos no campo da cenografia e da expografia.A lista com os selecionados será divulgada no mesmo endereço eletrônico, em 10 de março.

Totalmente online e gratuitas, as 20aulas – cinco delas abertas, sem necessidade de inscrição –acontecem entre 18 de março e 1 de julho, das 19h às 21h, em diferentes dias da semana. Esta é terceira ação de formação lançada neste ano pela Escola Itaú Cultural, inaugurada em novembro de 2020, consolidando a atenção que a instituição tem dedicado aesta área. De quando foi aberta até agora, a plataforma já totalizou mais de 11 mil acessos. Em 2021, pessoas interessadas de todo o país puderam se matricular no Mestrado Profissional em Economia e Política da Cultura e Indústrias Criativas, em parceria da instituição com aUniversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), que recebeu 764 aplicações no total, e no Curso de Especialização em Gestão Cultural Contemporânea: da Ampliação do Repertório Poético à Construção de Equipes Colaborativas, cujas inscrições seguem abertas até o dia 4 de março, também na plataforma da escola.

O curso

Entre a Caixa Preta e Cubo Branco – Panorama da cenografia e da expografia no Brasilbusca apresentar aos alunos as diferentes áreas de atuação dentro destes segmentos artísticos, abordando aspectos históricos, práticos e reflexivos, por meio do compartilhamento de experiências de profissionais atuantes em diversos contextos da cena nacional. Entre a prática e a teoria, de modo geral, o curso busca observar as relações entre os espaços cênico – caixa preta – e museográfico – cubo branco -, identificando aproximações e diferenciações entre os dois campos, com foco na produção. 

Durante o programa, será apresentada, por exemplo, a série Ocupação, realizada pela organização, abordando as características do projeto, como é feita a produção desse modelo de exposição e as diferentes soluções conceituais, estéticas, espaciais e técnicas já encontradas pelas equipes responsáveis entre as 50 edições realizadas até aqui. Recursos e experiências no campo da acessibilidade universal, bem como algumas questões urgentes que permeiam a produção cultural brasileira, como a estética negra e seus diferentes imaginários e a produção artística indígena, também têm destaque na grade de aulas.

Cada aula tem diferentes professores convidadosde maneira a ampliar a troca de experiências e abordagens. Cinco delas são abertas ao público, ou seja, não é necessária inscrição prévia e podem ser vistas tanto no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br), como no Youtube (www.youtube.com/itaucultural).

Veja ao final desse texto a lista com os nomes e cursos correspondentes de cada professor em ambas as modalidades.

Escola Itaú Cultural em 2021

Este é o ano de consolidação da Escola Itaú Cultural, que, desde sua inauguração, no fim de 2020, já recebeu 6.239 inscrições oriundas de todos os estados do país, nos seis cursos disponibilizados até agora, deles 4.876 estão matriculados. Gratuita, como todas as atividades da organização, ela pode ser acessada, de forma acolhedora, fácil e intuitiva no endereçoescola.itaucultural.org.br.

A gama de cursos planejados para o decorrer do ano envolve todos os Núcleos da organização, tornando essa grade ampla e diversa. Para se ter uma prévia dos programas que serão disponibilizados, o Núcleo de Educação e Relacionamento planeja, por exemplo, os cursos de Mediação Cultural Contemporânea 2021 eHistória do Brasil e das Artes; Enciclopédia, está construindo História do Corpo Brasileiro na Dança;Audiovisual e Literatura planeja levar para a plataformao EAD Projeções – Linguagem e processos criativos no Cinema Brasileiro Contemporâneo, entre outros que abordam mediação na literatura e crítica de cinema, Observatório realiza cursos que relacionam arte e algoritmos eprodução cultural. Artes Visuais entra com três diferentes edições, ao longo do ano,deEntreOlhares e uma formação em história da arte. Por sua vez, Infraestrutura e Produção voltará com outrocurso – este, de produção de eventos – eAcervo de Obras de Arteorganiza um programa dedicado a museologia.

Os cursos são apresentados nos formatos a distância e híbridos (online/presencial), auto formativos e mediados, pós-graduação, extensão de formação acadêmica e universitária e livres. Aqueles que frequentarem, no mínimo, 75% das aulas receberão certificado nas múltiplas modalidades. Todos eles são voltados para as diversas áreas de atuação cultural da organização, reafirmando o seu foco na arte e na cultura no Brasil.

PROFESSORES

Aulas abertas (sem inscrição):

  • Perspectivas: entre a caixa preta e o cubo branco, com a cenógrafa e cineasta Daniela Thomas, o arquiteto Felipe Tassara e mediação dos arquitetos Carmela Rocha e Renato Bolelli Rebouças, em 23 de março.
  • Cenografia teatral: linguagens da caixa cênica, com o também arquiteto, cenógrafo e figurinistaJ.C.Serroni, em 13 de abril.
  • Expografia do cubo branco – o caso do Museu de Arte de São Paulo (MASP), com a arquiteta, que atua na instituição, sendo a responsável pelo projeto de todas as exposições do museu, Juliana Ziebell, e a produtora executiva à frente do núcleo de Produção de Exposições e Publicações da mesma instituição, Marina Moura, em 20 de abril.
  • Perspectivas: teatro e arte negra, com o cenógrafo, doutorando em Artes, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), consultor de imagem do Centro de Teatro do Oprimido, tendo trabalhado com Augusto Boal entre 1998 e 2009, Cachalote Mattos, e o doutor em Artes Visuais- História, Teoria e Crítica da Arte, Igor Simões, com mediação de Renato Bolelli Rebouças, em 25 de maio.
  • Perspectivas: arte indígena, com a artista, curadora, pesquisadora em arte e arte indígena contemporânea, Andreia Duarte, a curadora independente, artista e educadora, Naine Terena, com mediação de Carmela Rocha, em 1 de junho.

Aulas fechadas (com inscrição)

  • Abertura do cursovideoconferência de boas-vindas, com Carmela Rocha e Renato Bolelli Rebouças, em 18 de março.
  • Introdução à cenografia: aspectos históricos, com Renato Bolelli Rebouças, em 25 de março.

  • Introdução à expografia: aspectos históricos, com Carmela Rocha, em 1 de abril.

  • Repertório técnico-construtivo, com Carmela Rocha, Renato Bolelli Rebouças, o coordenador de produção das exposições no Itaú Cultural, Vinicius Soares Ramos, e a integrante da equipe de produção de exposições da organização, que contribui para o processo de criação e implantação dos projetos expograficos das exposições e de recursos acessíveis nas mostras, Érica Pedrosa, em 8 de abril.

  • Abordagens, metodologias e processos de criação na cenografia,com Renato Bolelli Rebouças, em 15 de abril.
  • Abordagens, metodologias e processos de criação naexpografia,com Carmela Rocha, em 22 de abril.
  • Entre a caixa preta e o cubo branco – o programa Ocupação, com Érica Pedrosa e Vinicius Soares Ramos, integrantes do Núcleo de Produção e Infraestrutura do Itaú Cultural, em 29 de abril.
  • Materialidades, com a cenógrafa Renata Motae mediação de Renato Bolelli, em 6 de maio.
  • Cenografia, um trabalho coletivo, com Cia. Brasileira de Teatro – Curitiba -Marcio Abreu, diretor, Fernando Marés, cenógrafo, e Nadja Naira, iluminadora e atriz -e mediação de Renato Bolelli Rebouças, em 13 de maio.
  • Expografia, um trabalho coletivo – Bienal Naifs, com a artista visual, pesquisadora e professora, Renata Felinto, a curadora da Casa Niemeyer e professora de Teoria, Crítica e História da Arte, na Universidade de Brasília (UnB), Ana Cândida de Avelar, e mediação de Carmela Rocha, em 20 de maio.
  • A cidade como palco e museu, com a membro-fundadora do Coletivo Estopô Balaio, no qual desenvolve há dez anos uma residência artística, na periferia de São Paulo, atuando como produtora, atriz e dramaturga, Ana Carolina Marinho,e o  editor de fotografia da Revista Revestré, que desde 2015 pesquisa os possíveis modos de vida na comunidade Boa Esperança, em Teresina, no Piauí, Maurício Pokemon, com mediação de o cenógrafo, grafiteiro, integrante dos coletivos Casadalapa e Frente 3 de Fevereiro e da Cia. Treme Terra de Dança, Julio Dojcsar, em 27 de maio.
  • Imaterialidades cênicas – iluminação e recursos multimídia, com o iluminador, Andre Boll, que em 2006 foi contemplado com Prêmio da Associação Paulista de Críticos (APCA), na categoria iluminação, a multiartista Bianca Turner e mediação Carmela Rocha, em 10 de junho.
  • Aula teórico-prática – representação e técnica, com Carmela Rocha e Renato Bolelli Rebouças, em 17 de junho.
  • Atendimento aos alunos, com Carmela Rocha, Érica Pedrosa, Renato Bolelli Rebouças e Vinicius Soares Ramos, em 24 de junho.
  • Apresentação final e encerramento do curso, em 1 de julho.

SERVIÇO:

Curso Entre a Caixa Preta e Cubo Branco – Panorama da cenografia e da expografia no Brasil
Inscrições:
de17 (a partir das 9h) a 23 (até às 18h) de fevereirode 2021, exclusivamente através da plataforma escola.itaucultural.org.br
Vagas:
33
Lista de aprovados:
divulgada no dia 10 de março(quarta-feira), também na plataforma escola.itaucultural.org.br

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