O Maracatu em Alagoas – Mestre Geraldo José da Silva

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Mestre Geraldo herdou do Mestre Belarmino a herança do Maracatu, dentre outras folganças, formou em 1984 o Maracatu Axé-Zumbi que possui duas formas: o Afro e o Alagoano. O Afro possui 32 componentes e 9 tocadores, já o Alagoano possui 16 componentes e 3 tocadores.

O Maracatu pernambucano penetrou com tanta intensidade em Alagoas que criou formas alagoanas dessa manifestação, assim como as Cambindas, o Samba-de-Matuto, as Negras da Costa, Baianas e as Caboclinhas, diz o folclorista José Maria Tenório Rocha em seu livro Folguedos e Danças de Alagoas – 1984.

De acordo com Cármen Lúcia Dantas no catálogo Alagoas Popular lançado pela Fundação Arnon de Mello em 2013, existiram três importantes grupos de Maracatu em Maceió, “Dentre os mais conhecidos desse período estão o Cambinda Velha, com base no Terreiro do Pai de Santo João Catarina, no bairro da Levada, a Cambinda do Porto, do Pai Dão, e a Cambinda de Ouro formando a trilogia”, destaca Cármen.

Abelardo Duarte em seu livro, o famoso Folk-lore Negro das Alagoas, informa a existência de Maracatus no final do século XIX e inicio do séc XX, antes mesmo do processo de repressão sofrido pelos terreiros de candomblé em 1912, esses grupos eram chamados de Cambindas.
Pra quem não sabe “Cambinda” é o nome genérico dado aos “grupos de negros que percorriam em desfile as ruas para saudar santos católicos, personalidades da cidade etc., e que depois convergiu para o maracatu apresentado no carnaval”. (informado pelo google).

Os grupos iniciaram suas formações durante o carnaval, “com natural pompa de um séquito que rende homenagens ao Rei e à Rainha do Congo”, informa Cármen Dantas. Depois da grande repressão sofrida pelos terreiros de candomblé esses grupos desapareceram dos carnavais. Ainda Cármen nos recorda que, ”O estigma do preconceito só veio ser amenizado a partir do movimento de valorização da cultura africana, na década de 1980”. Os Maracatus atuais de Maceió mantém a descendência dos Maracatus de Nação e Rural.

Pesquisa e gravação: João Victor Lemos Viana
Maceió, Abril de 2020.

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